Só 19% das Imobiliárias Brasileiras Usam IA: O Que Isso Significa Para Quem Ainda Não Começou

Só 19% das Imobiliárias Brasileiras Usam IA: O Que Isso Significa Para Quem Ainda Não Começou

3 de julho de 20265 min de leitura

Só 19% das Imobiliárias Brasileiras Usam IA: O Que Isso Significa Para Quem Ainda Não Começou

Uma pesquisa da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a ABRAINC mostrou um número que resume bem o momento do setor: apenas 19% das empresas do mercado imobiliário brasileiro já utilizam alguma ferramenta de inteligência artificial em seus processos. O dado chama atenção principalmente pela comparação internacional, já que nos Estados Unidos esse índice já passa de 85% e a projeção é chegar a 90% até 2030.

O que mais importa nessa pesquisa, porém, não é o tamanho da fatia que já adotou IA, e sim o que ela diz sobre o resultado. Entre as imobiliárias que usam alguma tecnologia de inteligência artificial, 71% avaliaram o impacto como positivo, com expectativa de que esse percentual suba ainda mais nos próximos anos. Ou seja, quem testou, aprovou.

Para o dono de imobiliária de médio porte ou o corretor autônomo, esse cenário levanta uma pergunta prática, não teórica: vale a pena continuar esperando para começar a usar IA na operação do dia a dia?

O que a pesquisa realmente mostra

O levantamento ABRAINC-BRAIN reforça algo que já era perceptível no mercado: a adoção de IA no setor imobiliário brasileiro ainda está concentrada em grandes incorporadoras e redes com estrutura de tecnologia própria. Imobiliárias menores e corretores autônomos, que representam a maior parte do mercado, ficaram de fora dessa primeira onda, principalmente por falta de acesso a ferramentas simples e acessíveis.

Isso está mudando rápido. Nos últimos anos, surgiram plataformas pensadas especificamente para o dia a dia de quem trabalha com imóveis no Brasil, sem exigir equipe de tecnologia, orçamento de grande incorporadora ou meses de implementação.

Onde a IA já faz diferença na rotina de uma imobiliária

Os 71% que aprovaram o uso de IA não estão falando de projetos complexos de automação. Na prática, o ganho aparece em tarefas simples que consomem tempo todos os dias:

  • Descrições de imóveis: escrever um anúncio bom para cada imóvel do zero toma tempo e a qualidade varia de corretor para corretor. Ferramentas de geração de texto com IA produzem descrições completas em segundos, mantendo o padrão da imobiliária em todos os anúncios.
  • Qualidade das fotos: imóveis com fotos escuras, desfocadas ou de baixa resolução recebem menos cliques nos portais. O upscale de imagens com IA melhora a nitidez e a resolução de fotos tiradas até com celular, sem precisar refazer a sessão de fotos.
  • Ambientes vazios: imóveis desocupados vendem mais devagar porque o comprador tem dificuldade de visualizar o espaço mobiliado. A decoração virtual resolve isso sem o custo e a logística de um home staging físico.
  • Formulários e captação de dados: visitas, propostas e cadastros ainda em papel ou planilha geram retrabalho e erro de digitação. Formulários digitais estruturados aceleram o fechamento e reduzem falhas.
  • Formato das imagens: cada portal e rede social exige um formato de imagem diferente, e ajustar isso manualmente é trabalho repetitivo. Um conversor de imagens automatiza essa adaptação.

Nenhum desses pontos exige reestruturar a imobiliária. São ajustes pontuais em tarefas que já existem, só que mais rápidos e com resultado mais consistente.

Por que a adoção ainda é baixa no Brasil

Três motivos explicam boa parte dos 81% que ainda não usam IA. O primeiro é a percepção de complexidade: muita gente ainda associa inteligência artificial a sistemas caros e difíceis de configurar, quando hoje existem ferramentas com interface simples, feitas para uso imediato. O segundo é a falta de tempo para testar novidades em meio à rotina de atendimento, visitas e negociação. O terceiro é a dúvida sobre o retorno real, especialmente para imobiliárias menores, que não têm orçamento para apostar em algo sem resultado comprovado.

A pesquisa ABRAINC-BRAIN ajuda a resolver justamente essa última dúvida: o retorno já foi validado por quem testou. O risco maior, nesse momento do mercado, deixou de ser adotar IA cedo demais e passou a ser adotar tarde demais.

O custo de esperar

Enquanto a adoção de IA no setor ainda é baixa, a diferença entre quem usa e quem não usa é uma vantagem competitiva real, não apenas uma questão de modernização. Um anúncio com fotos nítidas, ambientes decorados virtualmente e uma descrição bem escrita tem mais chance de gerar contato do que um anúncio com foto escura e texto genérico, mesmo que o imóvel seja o mesmo.

Com apenas 19% do mercado usando essas ferramentas hoje, quem começar agora ainda sai na frente da maioria dos concorrentes locais. Conforme a adoção cresce e se aproxima dos números do mercado americano, essa vantagem deixa de ser diferencial e passa a ser padrão mínimo esperado pelo comprador.

Como começar sem complicar a operação

A pesquisa mostra impacto positivo justamente porque quem adotou IA começou por pontos de atrito específicos, não por uma reestruturação completa. Para uma imobiliária de médio porte ou um corretor autônomo, o caminho mais eficiente costuma ser:

  • Escolher uma única tarefa repetitiva para automatizar primeiro, como a escrita de descrições ou o tratamento de fotos.
  • Usar a ferramenta em alguns anúncios reais e comparar o resultado com o método anterior.
  • Medir de forma simples: tempo economizado, quantidade de cliques ou contatos gerados pelo anúncio.
  • Expandir para as outras etapas do processo só depois que a primeira mudança já mostrou resultado.

Esse tipo de adoção gradual é o que explica por que 71% das empresas que já usam IA aprovam o resultado: elas testaram em algo concreto, viram o ganho e seguiram em frente.

O momento é agora

Os números da pesquisa ABRAINC-BRAIN deixam claro que o Brasil ainda está no início da curva de adoção de IA no mercado imobiliário. Isso não é motivo para esperar, é motivo para começar. Quem representa os 19% que já testaram está, em sua maioria, satisfeito com o resultado. Quem ainda está nos 81% tem a chance de sair na frente antes que essas ferramentas virem obrigatórias.

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